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Os porcos e os colares de pérolas


 Eu tenho um livro de poemas, e vez ou outra o leio. Numa das histórias um sábio poeta passeava pelo Egito, era uma montanha muito alta em algum lugar ali próximo ao Mar Vermelho. Muita gente o seguia para ouvir seus lindos versos, mas naquele dia ele estava polêmico. Parou, olhou pra multidão, coçou a nuca.. pensou... Com o polegar e o dedo do meio, coçou a parte interna dos olhos e disse, ainda olhando para o chão:

“Não largue aos cães o que é importante,
Nem jogueis aos porcos as vossas pérolas..”

   Essa frase sempre me vem a memória.. é linda. É áspera e dura, mas é linda... É um pedido de socorro pelo cuidado, pelo carinho, pela importância, pelos valores.. Pelo amor próprio!  Talvez hoje em dia entenderíamos melhor assim”

“Não empreste os discos que você ganhou do seu avô para alguém que não gosta de música..”

ou talvez,

“Não tire a rolha de um Pinot Noir da Nova Zelândia para alguém que diz preferir tubaína”.

  Entende que não há nada de errado em não gostar de música ou preferir tubaína, mas cada um de nós temos objetos, características, talentos e dons, que devem ser ofertados sem medida, mas para pessoas que os valorizem! Nossas coisas e qualidades devem ser usadas não só em benefício próprio, mas para abençoar alguém que as aceite com carinho, e que lhe dê abertura para isso. E não se trata aqui de egoísmo, mas sim de reconhecer como sagrada as capacidades que lhe foram dadas. É como gastar horas cozinhando algo saudável e alguém comer lamentando não ser pizza. Ou viajar horas para encontrar alguém que diz não ter tempo pra você. É como ter guardado o último pedaço da torta para alguém que esqueceu de comer. É vir a primavera e você não andar lá fora nem uma vez. É passar anos com alguém que guardou sua melhor parte numa gaveta.
  Minha mãe diria que esses que não reconhecem os presentes, eles estão doentes e são os que mais os precisam receber. Mas, até para continuar servindo os outros, precisamos não adoecer. E isso implica em, algumas vezes, nos poupar. Exatamente porque existem muitos mendigos na rua precisando de sopa quente, é que eu preciso desviar daqueles que jogam a sopa no chão. Me entende? “Não jogueis aos porcos as vossas pérolas” não tira o valor dos porcos, só te lembra que eles não darão muito valor aos seus brincos e colares. Pra onde estão indo as suas pérolas?
  Como eu tenho certeza que você entendeu a ideia, afinal somos egoístas e sempre entendemos rápido tudo que nos engrandece, terminarei essa reflexão invertendo a lógica:

“Não seja você o porco diante das pérolas que lhe são oferecidas”.

Você não é o único que tem colares...

O Espertão, a Descarga e um Embate Filosófico pela Paz



 Estávamos atrasados pro cinema, mas mesmo assim eu corri pro banheiro. Lá, quatro crianças na frente de um mictório ouviam atentamente a explicação do gordinho, que por sinal se parecia muito comigo aos 9 anos. Ele dizia: É claro que a descarga não tem botão, isso é moderno como a Siri do Iphone. Você tem de se aproximar e falar “descarga!”, aí ela funciona. Viram?”. A descarga realmente foi acionada e a plateia quase bateu palmas. Confesso que levei alguns segundos para entender que a descarga foi acionada pela aproximação do menino junto ao sensor e não pelo que ele disse, mas é claro que eu não estraguei a palestra.
  Estou pensando naquele dia já há duas semanas e o que começou engraçado, passou a ser quase uma provocação existencial. Acompanhe o meu raciocínio: o que o menino fez foi inventar uma explicação para algo desconhecido e admitir isso como Verdade. Em seguida ele passou adiante a certeza que tinha, sem repensar ou por à prova em nenhum momento -vocês tinham que ver a segurança e autoridade com que ele falava aos outros quatro pequenos-. E eu creio que ele não estava querendo enganar ninguém. Seus olhos eram de quem realmente acreditava no que estava falando, tanto é que eu levei um tempinho para entender a verdade e mesmo assim não ousei comentar sobre o sensor de presença da descarga.
  Agora pense, quantas vezes não fui eu “o espertalhão”? Quantas coisas eu creio hoje, prego por aí, mas nunca coloquei à prova? Aquelas crianças saíram do banheiro completamente enganadas, quantas pessoas já não saíram assim depois de conversarem comigo? Óbvio que a questão da descarga não é de nenhum risco, mas a mesma lógica pode acontecer com assuntos muito maiores, como relacionamentos, política e religião, pra dizer só alguns... Trata-se de alguém que interpretou algo deliberadamente, gerou uma “verdade” e espalhou aos outros por sua autoridade ou credibilidade. É a lógica das estórias judaicas passadas aos Talmidim por seus rabinos, por exemplo. O interessante é que a descarga foi acionada mesmo! (Claro, ele se aproximava do sensor para dar o comando por voz) Na cabeça de alguém sem informação mínima no assunto aquilo era um fato completamente legítimo, comprovado diante de seus olhos! Talvez seja assim também que as superstições nasçam, assim como muitos acontecimentos “sagrados” e até as próprias crenças. Tem gente que chama de fé. Outro exemplo: foi exatamente se aproveitando deste mesmo mecanismo que, em 1897, o mágico Houdini foi considerado paranormal pela classe espírita de Londres... Entendem o meu ponto? Outra coisa tão ruim quanto é pensar “quantas vezes não fui eu um daqueles pequenos que ouviam e prestavam a maior atenção?... Em quantas descargas acionadas por comando de voz eu ainda acredito até hoje, sem saber que estou completamente enganado?...

  Antes de me perder no relativismo absoluto, findo este processo por puro cansaço. É uma linha infinita de perguntas desconfortáveis e sem respostas. Mas sinto duas diferenças em mim: Primeiro, estou mais tolerante com os diferentes... Se estamos todos sujeitos ao ENGANO TOTAL, não faz sentido recriminar quem discorda. Toda fé, credo, gosto ou superstição deve ser respeitada como uma preferência. A lógica do garoto também conseguiu acionar a descarga! E segundo, me vejo mais do que nunca, com uma preguiça gigantesca de conversar com pessoas muito convictas sobre qualquer coisa. Seja um “louco por ti Corinthians” ou um vegano me impedindo de comer a minha picanha. Alguém louco por saúde ou por feminismo. Todo radicalismo dedura uma prepotência para a qual meu saco não está mais disponível.
 Entre a certeza e a vitória, fiquei com o poema...

Oração do Músico

Deus,
  de todas as  cartas que te mandei, guarde pelo menos esta.

Quando eu não estiver mais, que pelo menos minha música seja lembrada, pois foi tudo o que eu tentei ser.
Seja ouvida em viagens de casais enamorados, em qualquer estrada à dois.
Que seja cantarolada mesmo desafinada e com a letra errada, pelo bêbado que tem no cantar solitário o único atraso da morte.
Que a minha música seja sussurrada pela mãe que nina um bebê sírio, em meio a guerra civil.
Que eu tenha a honra de ser a melodia lembrada por um homem leve, que passeia com seu cachorro num domingo, e recolhe o cocô com uma sacola.
Qua minha música seja aquela tocada no ipod de um corredor no quilometro 41 da maratona, e o acelera emocionado. Porque ele achava que não dava, e deu.

  E sejam as minhas notas menos atrapalhadas que as minhas letras. Palavras ansiosas, que se acumulam sem muito enredo, mas embriagadas de Querer Bem.. E quando se agruparem, formem acordes mais bonitos que minhas palavras. E quando se encadearem, melodias Maiores, que toquem os corações que minhas frases não alcançam.

  E quando meu calar for longo como uma pausa de semibreve, que seja como o silêncio antes do beijo. Jamais um vazio.

Que a minha música seja usada em casamentos, que ainda que durem pouco, foram eternos no momento em que ela tocava.
Que console o fracassado. Alimente o miserável. Seja pelo menos um descanso no meio das perdas de quem só vem apanhando.
Que a minha música seja usada num vídeos de fotos bregas, que por serem bregas, fazem os outros rirem acreditando que aquele dia foi mais engraçado do que ele realmente foi.
Que o Vencedor e o menosprezado Segundo Colocado, tenham todos abrigo debaixo da sombra que eu sonhei que Ela fosse. Mas que tenha lugar cativo aos Últimos Colocados e então seja o som do evangelho de Cristo. Que faça todos dançarem ao mesmo rítimo, unindo os diferentes e trazendo dignidade aos excluídos.

Minha música me denuncia e me esconde. Me aprisiona e me liberta.
Amores, derrotas, sonhos e medos.
Valores, desejos, contos, segredos.
Idas e vinhos, vitórias e voltas.

Recebe de bom grado, Deus. Porque eu toco de coração.


Foto tirada pelo meu aluno Rodrigo Calabrez - Mendoza, Bodega do Salentien

Frequentemente eu estou errado



Já procurei abrigo, e ele estava lá fora.
Já procurei descanso, e ela estava na luta
Já procurei futuros, e eles estavam no passado

Olhei pra boca esperando o sorriso, mas ele veio dos olhos

Eu corri em busca de aventuras, e elas estavam em casa
Eu corri por ansiedade, e a paz só veio quando eu parei
Eu já falei muito, e sorri mais quando ouvi

Já procurei Deus na igreja, enquanto ele jantava comigo

Ontem eu toquei, toquei, toquei e a música não vinha...

Quando sentei para desistir vi que ela estava na parede, não no baixo.

Religião Self-Service


  Nos acostumamos a comer só o que gostamos, ignorando alguns legumes que são mais nutritivos que saborosos. Nos acostumamos a ouvir apenas as músicas que não exigem o “re-ouvir”. As digeridas, sem muitas entrelinhas. Nem dos horários da televisão nós precisamos mais ser reféns, porque tem tudo disponível no site. –Me lembro de guardar os horários dos desenhos quando era criança-. O rádio também não dita mais o que eu escuto no carro. Agora eu tenho Spotfy e tenho meus artistas desconhecidos “alavontê”. Só uso as roupas que eu quero, os perfumes que eu quero, estudo só as matérias que eu gosto, só respondo as mensagens de quem eu não tenho preguiça e na terça que a aula é chata eu não vou.
  Fazemos o mesmo com a religião. Aparo as arestas que me exigiriam muito e invento significados novos para não deixar de fazer o que eu quero. Desenho meu próprio Deus com a cara e as roupas que me convém. Decido as coisas que ele gosta e as coisas que ele não gosta. Liberto meus heróis e dispenso os diferentes de mim. Faço uma mistureba que vai do construtivismo de Jean Piaget ao Xintoísmo chinês. Mantenho o nome Cristo, mas coloquei nele uma pitada da candura budista, duas xícaras de sopa da sabedoria do meu vô, uma colher de Fernando Pessoa e duas de Rubem Alves. Vualá, está feita a minha religião. 
  Mas pra me confortar lembro que todas as já existentes também nasceram assim, no quarto de alguém. Quando esse alguém estava para dormir, naquele momento em que ficamos olhando para o teto... Dos pensamentos dos patriarcas hindus, passando pelas revolucionárias meditações de Lutero, até as grandes navegações de Maomé. Dos longos silêncios de Gandhi até chegar ao meu quarto... Então nos armamos do argumento da Fé, estipulamos nossas regras e as julgamos mais divinas, até a morte.


Prove que eu estou errado.

Para pessoas ansiosas


  Do meu poeta preferido, um conselho
 “Ao que nada espera, tudo que vem é grato”.
Por muito tempo tentei usar isso para ajudar numa fraqueza minha, Ansiedade.
 
  A ideia era simples: Se o problema é lidar com a Espera, com a Vontade, então, deixar de desejar as coisas com tanta intensidade acabaria com o problema. Tornar-me alguém que “nada espera”, faria de mim alguém feliz com “qualquer coisa que viesse”. Houve até momentos em que eu esperava algo e me aconselharam “não cria expectativa”. Ou mesmo quando recebi uma boa notícia, me disseram “tá, mas para se proteger, nem conta com isso”.
  Mas espera, você realmente acha que não tem nada errado nesta lógica?! É isso mesmo?! Acredita que a melhor maneira de lidar com as frustrações é não permitindo que elas aconteçam?! Hoje eu me libertei deste mau vício e não foi nada fácil. Isso porque agora abracei  um método mais maduro, porém muitas vezes dolorido: Deixar de me fazer de ninja que desvia das pontudas frustrações, e passar a desenvolver maturidade para enfrenta-las quando acontecerem.
  Explico. Viver se privando de grandes expectativas é abrir mão do prazer do “antes”. O nervosismo de antes do beijo, já é o beijo acontecendo aqui dentro. E isso é lindo. Não se permitir gozar de uma ansiedade saudável, por medo, é ser covarde. É empobrecer a vida de tal maneira que não se merece nem a própria vida. O grande lance não é boicotar as frustrações mas sim entender que, a despeito delas, a vida seguirá. E seguirá igualmente boa e inundada num infinito de outras possibilidades! A grande sacada é entender que mesmo que aquilo desse certo e acontecesse, ainda não seria o motivo do sucesso ou fracasso do projeto inteiro. Seja a espera por uma resposta de emprego, a aflição do seu time para se classificar para a Libertadores da América, um grande Amor ou mesmo o seu aniversário... Tudo isso é PARTE, não mais que isso. Os grandes problemas da sua vida não sumirão quando você conseguir em fim comprar o tal carro.
  E entendendo isso, eu me faço completo. Não no sentido de autossuficiência, como alguém que não precisa das outras pessoas. -JAMAIS! A vida, assim como o evangelho, é relacional.- Mas no sentido de estar saudável para esperar algo que me transborde, não que me complete. Sendo então eu o maior responsável pela minha felicidade, eu desobrigo os outros dessa pesada tarefa e, mais do que isso, faço de mim mesmo alguém mais leve para recebe-los em minha vida. Dando a proporção certa a tudo, torno-me livre para desfrutar das prazerosas ansiedades que os pequenos acontecimentos do cotidiano me proporcionam. Sem que isso pare o meu dia. E sem que eles, caso não aconteçam, me deixem esburacados. Para quem aprende encontrar boas coisas nos momentos de frustração, a reversão de expectativa vira aprendizado e mais do que isso, “tudo passa a ser importante e único, da maneira como foi”.
  Então crie sim expectativas.. Pense em como seria legal se desse certo aquilo.. Imagine as situações.. Curta tudo isso desde o antes. Só não morra se não acontecer. Ansiedade pode ser bonita quando representa seriedade. Inquietação e palpitar do peito pode ser bonito quando representa excitação pelo outro. Agitação pode ser bonita quando precede uma surpresa carinhosa. Nervosismo pode ser bonito nas preliminares de um sorriso.... Mas “não esperar nada para ser grato a qualquer coisa que vier”, aí não. Isso é se contentar com migalhas... Fabrício Carpi Nejar fala que “o que ama sozinho, na ausência de atitude do outro, se contenta com qualquer sinal”... Olha que triste! É como um atleta que entra sem a expectativa de pódio, pois “o que vier será lucro!”. Que lucro pobre é esse? A vida é boa e se contentar com qualquer coisa está fora de questão.

Minhas coisas favoritas (VIDEO)


Meu músico favorito,
tocando um dos meus instrumentos favoritos,
fazendo de uma das minhas músicas favoritas,
a minha versão favorita.
Senhoras e senhores, Brad Mehldau tocando "My Favorite Things".

E alimentando a minha versão favorita de mim.


Como destruir uma grande ideia. Da igreja ao Jiu-Jitsu.


  Das virtudes do homem, sem dúvida a maior é pensar. Enquanto você lê este texto, certeza que em algum lugar do mundo alguma grande ideia acabou de nascer. Quem sabe até a cura da AIDS. O curioso é que esta mesma virtude é também a grande destruidora das próprias grandes ideias! Mais interessante ainda é que, principalmente o processo de declínio, é causado sempre pelas mesmas pessoas. Explico.
  Sempre que um pensamento genial aparece, ele frequentemente conquista multidões em alta velocidade. É algo novo e nós sempre gostamos do que é novo. Sobretudo se esta nova onda for algo que nega a moda atual. Então vão se acumulando os novos adeptos, seguidores, líderes, as novas referências e até os novos ídolos. Tudo vai se atualizando no sentido de transformar o que era novo, em “mainstream”, popular, comum.
  Mas o veneno mortal das grandes ideias está num lugar muito curioso. A causa fatal da decrepitude está sempre ligada às pessoas que mais gostaram de tudo aquilo. Isso mesmo. Os maiores amantes da “novidade” são frequentemente os assassinos da própria inovação. No mínimo, é muito comum que sejam esses os primeiros a sujar a bela história e isso se dá porque eles cometem um erro irreversível. Eles se tornaram radicais. Vou justificar essa opinião com infinitos exemplos:
  • ·      A Maçonaria foi uma grande ideia, mas teve em seus grupos radicais (como a P2, por exemplo) sua imagem ainda mais estragada. Principalmente depois do assassinato do banqueiro italiano Roberto Calvi em 1982. Se acharam na autoridade para isso.
  • ·      A Igreja Evangélica foi uma grande ideia, mas toda a luta de Lutero foi ofuscada por igrejas focadas em dinheiro e pastores despreparados. Aqui o radicalismo também ligou a imagens desses  seguidores a homofobia, intolerância cultural e até xenofobia. Se acharam na autoridade para isso.
  • ·      A Igreja Católica foi uma grande ideia, mas hoje frequentemente quando se fala a palavra “padre”, escapa algum pensamento que envolve “pedofilia”. Sem contar os grupos paramilitares Irlandeses IRA e ETA que explodiram creches paquistanesas. Se acharam na autoridade para isso.
  • ·      A Igreja Islâmica foi uma grande ideia, mas toda a admiração ao comerciante Maomé sucumbiu diante de alucinados aviões que acertam prédios. Metralhadores contra cartunistas. Se acharam na autoridade para isso.
  • ·      A pluralidade Hindú seria um tesouro, mas foi escondida pela perseguição aos Cristãos em Orissa, ou aos muçulmanos em Mumbai. Se acharam na autoridade para isso.
  • ·      O FEMEN é um grupo que defende uma causa legítima, indispensável e alarmante sobre a luta da mulher. Mas perde a razão ao destruir estátuas milenares nas igrejas católicas de Kiev, na Ucrânia. Se acharam na autoridade para isso.
  • ·      O MST é uma grande ideia. Mais do que isso, necessária. Mas vira um desfavor quando invade centros de pesquisa no Paraná e destrói experimentos de mais de uma década. Se acharam na autoridade para isso.
  • ·      As torcidas organizadas são uma grande ideia mas... me recuso a explicar este tópico.
  • ·      Até o Jiu-Jitsu é uma grande ideia, mas toda a genialidade de Helio e Carlos Greice são esquecidos quando topamos com valentes otários estrelando em brigas desnecessárias. Se acham na autoridade para isso.


  Imagino que parar aqui já seja suficiente. Mesmo que os exemplos continuem à encher um livro. Para conclui, termino com um conselho muito simples...


  Sempre que encontrar alguém que gosta muito de alguma coisa, mas muito mesmo, tome cuidado. Ela tem grande chance de se achar na autoridade muitas coisas.