Eu e o gênio da lâmpada.



Não faz muito tempo fiz um piquenique junto àqueles que caminham comigo. O bosque fica aqui por perto. Havia na cesta de palha alguns sanduíches, pastéis, harumakis e alguns neguiris da minha avó. O violão tocado por alguns amigos relembrando musicas ruins e engraçadas mais tarde deu lugar ao jazz de uma Gibson 175 e um baixo acústico. Os ponteiros pincelavam lentamente uma linha do tempo preguiçosa em cores pastéis. -Pastéis de queijo. Eu amo pastel de queijo. Continuando-.
De repente, por um chute indefensável do meu avô a bola estrelacadenteou para o meio da floresta. Sobrou para mim. Claro.
Como que pisando em biribinhas, meus pés estalavam o emaranhado de gravetos e folhagens de ao redor. Eu procurava a bola. E procurando a bola eu vi atrás de um tronco um reflexo dourado. Perdendo o foco, desviei até aquilo que descobri ser...uma lâmpada. “Faça três pedidos, peça qualquer coisa.” dizia a faixa com alguns dizeres em árabe –جعل ثلاث رغبات. أطلب أي شيء. -. Caramba... pedidos! Excitado eu dava aos cães aquela bola suja! “Quero é esfregar isso aqui! Mas o que eu vou pedir? Deixa eu pensar...” Pensei. Decidi. Voltei atrás. Decidi... e voltei atrás. Pensei.
Afastei com a mão esquerda um galho que me deixou ver aquele povo, já inquieto, que me esperava. Vi muita comida na típica toalha xadrez vermelha e branca, a qual minha avó fez a barra à mão. Vi meu avô, Tio Paulo e Tia Lourdes. Vi meu amigo Lucas. La no fundo a Tuca dava nomes aleatórios as flores com a Na. A família dela também estava. O Dinho comia sushi. Outra parte do pessoal ria com o Mucão falando fino com a Mari –ela odeia quando ele faz isso-. Piracicabanos que eu amo estavam em paz, e comigo.
Já com os olhos regados esqueci de vez a velha bola e voltei correndo querendo abraçar o mundo.
A lâmpada? Deixei-a novamente onde estava... talvez alguém precise dela.

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