Meu causo...

“U Veio I eu”

Debaixo daqueles “gaios” sem “foia”

Naquela terra trincada donde inté os mais valenti calango arroia

Discançava de bruço um sinhô veio.

Naquele sol que inté “incascuia” os óio

Os bicudo preto, do alto, circulavam já

O vento que assubiava di longe vinha

I traziam inté o chero do taperebá.

Na muringa só areia

As firida já secaru

as camisa num crareia

nem os cabelo mais penteia

já sem as dor dos corte

O veio no seu leito de morte

Ainda com as lembrança forte

Surria!

Surria!Assim!di due os dente fraco.

Surria purque dianti das agúia

E das oferta q o diabu puía

Num iscurrego!

Surria purque mesmo di coro chorado

Os dedo do veio inrrugado

Jamais apunto pa outro lado

Surria purque mesmo cum u sangue na testa

As barba ingrisaiecerum honesta.

Daí u motivu da festa.

Assim durmiu pa sempri o veiu nu caminho

Seco e cum as custela fina

Mai limpo dos ispinho...

Nu céu, pa sempri já intro

Na terra eu , bem vestido e di bucho cheio, inté hoje percuro a saída.


Minoru Rodrigues Ueta Raphael

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3 comentários:

  1. Um daqueles textos que encontro e sou abraçado pela vida em um dia cinza....Minoru, parabéns pelas palavras...

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  2. gostei! muito bom mesmo!

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  3. Nem sempre leve, nem sempre alegre, mas sempre belo. Lindo causo.

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