Me ensina alguma coisa? (2)



Isso mesmo! a primeira vez que fizemos isso foi de mais! As "dicas" passaram de 100 somando e-mail, facebook e comentários no próprio blog. Dessa vez vamos bater o recorde pois temos um incentivo à mais: as curiosidades mais interessantes vão para o livro! Isso mesmo.
Vale qualquer coisa. Dica para estacionar o carro mais fácil, para descascar cebolas sem chorar, para trocar fraudas, para limpar o ouvido, para parar o soluço, um jeito diferente de afinar um alaúde.. Me ensine qualquer coisa! Algo que tenha relação com a sua profissão por exemplo e eu nunca saberia se não fosse por você. Tudo. Fale sobre as briófitas, a revolução industrial, os vulcões! Me ensine algo sobre direito penal, relações internacionais, vacas indianas, origamis ou receitas. Isso! escreva uma receita boa! Bolo, pão, macarrão, brioches! Eu amo brioches!
Veja como foi isso da primeira vez: Minorulandia: Me ensina alguma coisa? <----

Vamos bater o recorde pois o livro está chegando!

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Criança, igreja e muita ironia


Começo dizendo que sim, mulher deve dividir a conta. Deve dirigir e andar com as próprias pernas, tal como trabalhar duro e se manter. Até porque Homens procuram Mulheres e não filhas. Também digo “não”. Não, as incumbências do lar não devem ser apenas da mulher. Assim como o cuidado com as crianças e com a louça.
Já tendo tirado o nó da garganta das feministas e plantão, sinto-me livre para afirmar com convicção que mulher submissa não é a que tem de ser alimentada pelo marido ou receber ordens, mas a que diz “Eu poderia dividir, ou pagar inteiramente este jantar tal como fiz com muitos outros. Mas hoje, em se tratando de um dia especial pra nós, te farei anfitrião.” A mulher inteligente não é a que arranja um marido rico e vive com “mesadas” disfarçadas. Essas são as incompetentes. Molecas. Chupins. Esposas-filhas.
A mulher deve sim ser poderosa, mas bem disse o profeta Emicida: “Quer ser minha pequenina e pro mundo grandona”. Em casa, que meu colo te baste e supra toda a sede de mundo. A elegância não de se diminuir mas de se permitir ser cuidada. Conheço uma lenda –talvez indígena- que diz que a mulher nasceu da costela de um homem feito de barro. Tal poesia não se refere a depreciação mas sim, que a mulher nasceu para andar “ao lado”, e ao mesmo tempo –agora é lindo- sob o calor e proteção de meu braço.
Poucas mulheres despertam em mim tamanho libido e inquietação como as dançarinas de tango. Ao mesmo tempo que inegavelmente poderosas, permitem ser conduzidas. Guiadas. Consente a um consorte de terno inevitavelmente alinhado, o prazer da responsabilidade. Abre mão, assim como Deus com o livre arbítrio, do controle total e embrulha suas rédeas para presente. Se engrandece por isso. Aceita o título de “presente maior” já sonhado por qualquer amontoado de testosterona.
Mulheres ímpares são seguras como uma bela Audi RS8, que por ter a consciência de que sua potencia é sabida por todos, não peca por querer se mostrar demais. Sua beleza e capacidade são públicas e notórias. Não são vulgares como algumas Ferraris e seus donos novos ricos.
Talvez não devesse mas, para terminar, em verdade vos digo: Bem aventurada da mulher que sabe abdicar de conseguir sozinha, pois dessa será a melhor safra de Homens.
Tetelestai.

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A maior prova de amor que já recebi.



Se isso aqui um dia vai virar um livro mesmo, não poderia faltar esta página.
Sou um homem que chora muito. Nunca escondi isso. Na verdade até me orgulho, um pouco. Mas acontece que tive a honra de ter pessoas diferenciadas ao meu redor. Gente que emana valores... valores emocionantes.
Hoje é dia 8 de março de 2012, amanhã receberei a maior prova de amor que alguém já fez para mim e para minha família. O Zó –meu padrasto-, que trabalha na Honda há mais anos do que ela própria tem de Brasil, abriu mão de seu cargo. Reprogramou a rota. Refez seus planos. Reorganizou suas prioridades. Escolheu reconstruir.
Negou salário bom, status, autoridade, prestígio, respeito profissional, história, carreira. Me ensinou que nada supera o valor das pessoas. Que o Tempo é firme e não dá folga. Que momentos não voltam e por que é assim devem ser aproveitados. Um dente de leite da Tuca cai uma vez só, e quem não estiver lá para ver este momento, não o verá.
De repente eu, moleque de tudo, me vi como prioridade para alguém que não precisava fazer nada disso. Graça. Fui agraciado. Presenteado. Homenageado.
De repente tudo isso que eu prego aqui neste blog aconteceu comigo de uma maneira que eu mesmo nunca tive competência de fazer. Graça. Graça. Graça. Amor. Coragem.
De repente conheço alguém que vem na contramão do mundo, e mata no peito as cobranças vazias de quem só busca dinheiro, reconhecimento, produzir, produzir, produzir! Não. “Eu não quero isso para mim. Quero ver o Minoru tocando. A Tuca andando de bicicleta. Minha esposa dormir e acordar. Tomar café junto. Brigar mais. Ficar feliz mais. Acompanhar essa esteira angustiante que não dá trégua.”
Zó, neste momento você está na Honda se despedindo de todos. Como você, também estou chorando, mas no meu quarto. Mas amanhã... amanhã venha pra casa de vez. E então honraremos tua presença e cearemos comovidos. Será bonito. Venha! Venha! Podemos abrir uma quitanda, uma floricultura. Um café quem sabe! Venha... estamos aqui em casa.
Chorando, como sempre.

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Casamento

Primeiro eram os aniversários, depois as meninas começaram a ser debutantes. A fase seguinte foi quando, uma a uma foram chegando as carteiras de motorista. Faculdade. Namoro. Hoje percebo que cada vez mais tenho amigos casando.
Will, Lilian, eu não tenho experiência nenhuma nisso mas como em muitos outros assuntos, meus parâmetros vem de amigos. Amigos exemplares. Por isso em verdade vos digo:
Tenham a paixão que o Vitor tem pela Helo, que por sua vez tem prazer em jogar videogame. Reciprocidade e brasa. Tenham a assustadora liberdade segura da Deia e do Lucas. Paz no construído. Busquem uma afinação orquestral e cultivem seus mistérios como a Carol e o Villy. Cumplicidade. Nunca deixem morrer uma certa maldadezinha apimentada como entre o André e a thai. Lilian, quando tiverem um filho almeje a candura maternal da Mari. Will, frutifique em você a sensibilidade do Mucão, que limpa a casa, faz lanches e passeia com o cachorro bobo. Graça. Todos fazem isso de graça. Fazem aquilo que o outro o inspira a fazer. Inspirem o outro. Sejam motivos de poesia.
Eu nunca casei mas imagino que seja por ai. Quando estava saindo de casa para o casamento da Mari e do Muca mandei uma mensagem para ela: “A beleza do relacionamento não é juntar as metades de duas laranjas, mas atrelar visceralmente um abacaxi e uma maçã.” Veja a Silvia e o Ricardo. Saibam que vocês são diferentes, e isso é lindo.
O Villy, no casamento do Vitor e da Helo disse: “Helo, você não nasceu para ele nem ele para você. Mas ele abriu mão de todas as mulheres da Terra por sua causa. Vitor, ela poderia ter qualquer homem do mundo, mas não quis.”
Tenham também a responsabilidade de serem exemplo para mim que um dia chegarei lá. Eu também sonho em casar. Parece que achei alguém. Cavocar à quatro mãos a terra para o buraco de uma semente.
Daqui a alguns dias eu estarei lá. De coração ofertarei o que de mais precioso tenho: minha música. E faço isso com um coração embebido em euforia.
Will, Piquena:
“Eu, pela autoridade arbitrária e fantasiosa a mim outorgada por eu mesmo, declaro em minha história e em meu coração:
...a Bela e a Fera.
PS: Se ela quiser, e isso deixa-la feliz, tenha um cachorro. Aprendi que homens de verdade fazem isso.

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