
Duas lágrimas e um baixo acústico

A distância de Heyko


O Retrocesso da Especialização
Os Escorpiões e os Panetones

Este é um post espontâneo numa roda de amigos. Por favor mulheres, não leiam. Nos permitam um momento FX (canal 47).
Não que eu seja completamente avesso a moda ou as tendências de vanguarda, mas eu ainda sou do tipo de homem que aprecia esbeltas varoas. Todavia, nem tudo são rosas.
Rapazes, me corrijam, mas nunca antes mulheres fartas de finos traços foram tão insuportáveis. Parece que quando elas ouvem “oi, tudo bem?” o ouvido traduz: “Nossa estou apaixonado! Vamos transar?”. Então elas te tratam como um plebeu mendigo! Não sei o que acontece. Mas é ruim.
Outra coisa curiosa é a TPM, mas essa nós homens com “gosto de época” temos que aprender a conviver. Imagina que uma mesma pergunta, se feita em três dias espaçados no mês podem ter três respostas completamente diferentes!
Exemplo: “Oi, vamos ao Mac Donald?”
resposta A) Sim! Que lindo! Você valoriza o simples! Te amo!”
resposta B) “Não...Ué, porque não chama o Mukão ou o Vitor de novo?”
resposta C) “Quem é você?”
A dica é marcarmos em secreto num calendário nosso as variações da Lua. Aí não gastaríamos fichas.
As vezes chego a pensar que belas mulheres com TPM são como os panetones com uvas passa: Seriam perfeitos, não fosse um pequeno detalhe.
É por isso que eu sou contra a pena de morte. Imagina um azarado sendo julgado por uma meritíssima num desses dias “selvagens”?! A mulheres falam coisas que não pensam quando estão assim. Mas mesmo assim magoa. A TPM é mais ou menos como aquelas tartarugas vermelhas no Mario Bros, são apenas um detalhe numa fase, mas com um toque podem fazer você ficar bem pequeno e com dois dá Game Over. Porém, se tiver destreza, você passa e ganha uma moedinha.
Ser hetero é um exercício diário a todos os Escorpiões. E temos muito prazer nele. Amar é aceitar ser humilhado uma vez por mês. É traduzir “Sai daqui!” para “Me deixe só, não é nada com você”.
Quer saber...já dizia meu avô...”Pequeno guaxinim, não chores, as mulheres são como as cebolas...
Os quatro níveis de escuta musical

Este texto é uma maneira de dividir o conteúdo de apenas uma das aulas de análise de Sérgio Molina, um professor diferenciado.
Em toda a história, a música nunca foi tão mal aproveitada como hoje. Me reservo em não falar os cansativos clichês sobre o sofrível nível dos músicos atuais e o ilógico estereótipo dos músicos em evidencia e aclamados pela massa. Vamos focar na escuta. Ou melhor, na educação e treino para a apreciação musical.
Segundo Dante (Epístola XIII), são quatro os níveis de apreciação musical: Literal, Moral, Analógico e Anagógico.
No nível Literal encontram-se as músicas não “escutadas” mas, apenas “ouvidas”. São aquelas com fortes pulsos e marcações escrachadas. Aquelas que “mexem com o corpo”. Praticamente um mobiliário sonoro. Letras, harmonia, melodias e qualquer outro parâmetro são jogados aos cães. O importante é preencher o ambiente. -As vezes penso que para se ter uma festa hoje é só colocar um metrônomo bem alto e pronto. Todos dançam. Em fim-.
Moral é o patamar de escuta das emoções. Aqui a música diz algo e nós reagimos ao estímulo. Carregamos bagagens psicoemocionais em melodias e letras. Resumindo: Minha avó ouvindo Carmem Miranda. Este nível é o desafio da sensibilidade frente a linha tênue do cafonismo. –Eu adoro Rod Stewart!-.
Na sequência temos o nível Analógico. Agora existe uma escuta ativa. Ouvidos sensíveis a padrões, repetições, relações de texto e melodia (prosódia), timbres, interpretações e tudo o que mais pode enriquecer o acontecimento sonoro. Vale lembrar que “Só a ingenuidade, ignorância ou má fé podem achar que compreender música pode tirar o prazer de ouvir música.” Ao contrário! Quando o material é de alta qualidade somam se os parâmetros de prazer!
Dante nos deixa com o quarto nível, Anagótico. Este transcende a escuta habitual. Não só são poucas as pessoas sensíveis a este ponto, como também não são todas as músicas que podem ser ouvidas assim. É completamente subjetivo. É o mistério responsável por exemplo pela nona sinfonia de Beethoven ser infinitamente mais famosa que a oitava! Mesmo sendo as duas de nível contrapontístico altíssimo! É como tentar explicar a fama de Monalisa sobre outra obra de Leonardo da Vinci tecnicamente mais complexa! Apenas ao atingir este nível inexplicável é que pode-se classificar como “Obra Prima”.
Bom, encare como uma sugestão. Paro por aqui para não ser tendencioso –como se não o tivesse sido-. Experimente o maravilhoso mundo da verdadeira musica do quadrivium!

10 comentários: