Me ensina alguma coisa?

Isso mesmo, pode ser qualquer coisa. Queria que você me ensinasse alguma coisa. Uma receita, uma dica de filme, um novo modo de descascar tomates, uma manobra, uma dica para estacionar, um novo nó ou um método de dobrar lençóis com elástico. Qualquer coisa. Pode? Escreva aqui embaixo!

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A banda mais bonita da minha cidade.



Hoje estou especialmente feliz. Portanto, nada mais justo que agradecer a quem tem feito desse o melhor momento da minha vida até hoje. –as lágrimas já me vieram aos olhos e ainda não terminei nem o primeiro parágrafo! Haha!-

Caramba como é gostoso rever amigos de escola (e do JV) como eu fiz essa semana. Jogamos vídeo game! (sem controle). Eu amo eles. Um está fora do pais. Eu sinto falta dele. Comemos muito açaí juntos nessa vida.

Passei para a faculdade e agora tenho mais alguns amigos. Eles fazem música comigo. Eu aprendo muito com eles. As vezes vamos para minha casa e celebramos a música em meio a muita comida. Temos gosto musical muito parecidos e isso ajuda muito. Até o ano passado eu era o pior baixista da faculdade mas todos se formaram e agora eu tenho um espaço! –Éh!- Um dos melhores alunos da história acreditou em mim e me chamou para tocar com ele. Muito obrigado. Musicalmente muita coisa tem acontecido. Graças a eles.

Há pouco mais de um ano também conheci outra roda de pessoas. Eles são do bem e tomam vinho. Escreveria um texto sobre cada um deles. Alguns acabaram de casar e ainda assim eu durmo sempre na sala deles. Eu me sinto cuidado com eles. Eles me ensinaram a amar o diferente. Alguns deles abraçaram meus sonhos e os fizeram deles. Ando 60km para degustar deles, e faço isso toda semana com o coração apertado para chegar. Eles acamparam aqui no meu aniversário.

Não posso não falar como esse blog mudou minha vida. Por ele conheci muita gente! Mas muita mesmo. Pessoas de Salvador, Fortaleza, Rio de Janeiro, São Paulo, Portugal, Rio Grande do Sul e por ai vai. Alguns vieram para cá me ver! Atualmente eles são meu sonho. Quero publicar meu primeiro livro em breve. Em pouco tempo já rimos e choramos muito juntos em episódios que apenas os de Minorulandia tem conhecimento. Muito Obrigado.

Minha família. Estamos afinados agora mais do que nunca. Isso me dá um prazer miserável.

Deus, cuida deles. De comida e violões. Que não falte carinho nem água. Que tenha sempre amor e travesseiros. Que sejam fartos os abraços e os recheios. Que em suas histórias eu possa sempre estar em algum lugar aproveitando com eles. Eu devo muito a vocês.

Que o meu tempo seja deles para que os seus sonhos sejam meus também.

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Fora de foco




Quando fiz 7 anos aprendi a amarrar meu cadarço sozinho. Com 8 zerei Mario Bros pegando todas as moedas. Com 14 dei meu primeiro varial-flip de skate. Aos 15 atravessei a piscina do condomínio inteira sem respirar. Meu primeiro aluno veio aos 16. Nos 17, tomei dois açaís de 500ml com meu amigo. Aos 18 amarrei minha gravata.
O que tudo isso tem em comum? Todas são conquistas que em algum âmbito me exigiram muito tempo e esforço. Mas a cima de tudo, me frustraram por não me renderem o reconhecimento que achei que merecia.
Na estrada que pego diariamente, finalmente cheguei a conclusão de que o nosso problema –pelo menos o meu- não eram as ações em si, mas seus objetivos e propósitos.
Não chego ao radicalismo de Nietzsche quando diz que todo amor é amor próprio, afirmando que sempre fazemos o que fazemos pois somos usuários químicos do “reconhecimento”. Damos uma flor à alguém pois queremos ver mais um ser gostando de nós; grato a nós; nos admirando. Conquistado.
Mas o que levei mais de duas décadas para entender é que devemos focar nossas forças e esperanças não na performance, mas nos relacionamentos. Decepcionado com meu amigo por não elogiar, eu esqueci tudo o que vivemos! Pare pra pensar. Na prática é exatamente assim! Se um homem não elogia sua roupa nova, tudo o que já foi feito é momentaneamente apagado!
“Grandes feitos” são folhas. Relacionamentos são pedra. Conquistas são fases. Pessoas são cais. Medalhas são individuo. Festas são coletivas. Elogios são direcionais. Abraços são recíprocos. O título é pessoal. O beijo não.
Não espere reconhecimento. Espere na varanda por alguém que chega. Estou hoje, mais para Fernand People que diz que ao que nada espera tudo lhe é grato. É mais bonito assim.
Por favor, não diga: “Isso é pura utopia”. Seria o uso da forma mais baixa de covardia para se esquivar desse desafio.
Em contra partida, elogie mais. Encoste mais, leia os outros sob os conceitos dele. Doe tempo, escolha pessoas ao invés de presentes e faça questão delas em dias importantes.
Isso não é contradição, é gratuidade.

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Rádio Minorulandia


Bom como vocês já devem ter percebido, apareceu essa coisa aqui na direita da tela. Esta será a nossa rádio. Aqui colocarei sempre algumas sugestões de músicas que acho cabível para a leitura do texto.
As musicas irão se acumulando assim como os posts. Com o tempo teremos um bom número de musicas! Mandem também suas músicas, aquelas que vieram à mente enquanto leram o post.
Meu objetivo é dividir - com quem se interessar - a minha personalidade musical e conhecer coisas novas através de indicações por comentários.
Em fim... mais uma maneira despretensiosa para nos relacionarmos.

Música! Sempre uma boa desculpa.

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Já temos intimidade para isso


“Já choramos juntos, rimos, desconstruímos ideias e revisamos conceitos. Sempre unidos como nas propagandas da Coca-Cola durante a Copa do Mundo. Aqui, nessa terra chamada Minorulandia nos fizemos amigos. Acho então que é hora. Já temos essa intimidade.”

Nesse mesmo dia 12 de maio, só que no inicio da década de 90’, um menino fazia aniversário. Gostava de pastéis de queijo, sorvete de limão e espadas ninja. Sua única fantasia era uma faixa na cabeça que acreditava ser de um antepassado Samurai –mas de vero parecia roubada de um sushi-man-. Cantava os temas do “Fantasma da Ópera” em alguma língua entre o Indu-céltico e o Maia-germânico –aquilo só não era inglês. Gostava de desenhar casas diferentes nas mesas dos restaurantes e colecionava pedras. Sentia-se seguro debaixo das mesas de longas toalhas e gostava de ficar pelado.

Em fim, todo esse universo precisava de alguma maneira tornar-se móvel pois agora já tinha 6 anos e acabará de receber permissão para brincar no lago sozinho. Sim. Rompera os Golianos limites dos portões de casa. Mas como carregar tudo? (...) Claro! Uma bicicleta com qualquer suporte! Uma cesta talvez! Isso! Até ai não haveria problema, não fosse um detalhe: O único modelo disponível no mercado naquela época que atenderia as necessidades do nosso menino era rosa, e chamava-se Ceci-Caloi.

Nossa... e agora? Na minha cabeça não era problema a cor pois ainda não havia sido contaminado com o preconceito cromático. Mas e a família? Como poderia reagir a dar uma daquelas para o “alemão”? foi um quiproquó.

Minha mãe entrou em cena lutando pelos meus direitos. Escalou uma montanha, aprendeu mandarim, cruzou o canal da mancha à nado e em fim conseguiu me comprar meu sonhado presente. Isso mesmo, minha primeira bicicleta foi uma Ceci-Caloi rosa.

Hoje, quase duas décadas depois, nada mais da “minha moto” restou. Mas o que minha mãe fez por mim nessa família nipônica tradicional, só eu sei. Lembro disso todos os anos. Isso molha meus olhos. Não pela tal bicicleta, mas porque depois dela, o mesmo aconteceu com as aulas de Hóquei, os campeonatos de futebol, minha primeira banda, e assim foi até minha faculdade de música.

Minha mãe torce por mim. E assim farei com meus filhos. Hoje é meu aniversário. E não tenho nada a pedir a Deus. Daqui da sala onde escrevo, vejo tudo que sempre quis. Eles estão na cozinha e minha irmã está atrás de mim pensando que não a vejo.

Muito obrigado.

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Meu Deus é fraco

Tomado de assalto por um comentário infeliz, comecei a pensar:

O que eu espero do meu Deus não é uma bola de fogo caindo do céu. Eu não quero ver gravetos, folhonas ou folhinhas pegando fogo, ascendendo ou piscando. Não anseio por rastros de fogo, nem meus olhos peneram a paisagem a procura de mensagens entre linhas. Não rogo para que anjos apareçam com suas asas tamanho XL do céu ao som de Tchaikovsky, nem oro pedindo justiça. Meus joelhos não suplicam por Nuvens ou colunas de fogo no deserto. Definitivamente.

Meu Deus é um deus magro e sem músculos. Ele não precisa pois não conquista ninguém pela força. O Deus que eu sigo não tem voz imponente, e talvez nem tão grossa. Ele não encurrala ninguém pelo medo. Esse que eu conheço, e que nos chamamos por apelidos, não trabalha para a Pixar nem para Disney. Seus poderes são de amor. Por isso ele é real. Aquele a quem sigo os valores, em hebraico soletra-se Iod, He, Vav, He (Javé). Para os rabinos seu nome era quase impronunciável pois seus fonemas eram muito parecidos com o da respiração. É... Ele trabalha num nível altíssimo de sutilezas. Ele não é o “chefe dos exércitos”, está mais para aquele chinês que enfrentou solitário um tanque com uma margarida na Praça da Paz Celestial em 1989. Também não legitima as guerras e nem mata pessoas. Não precisa disso para dar “lições”. Do contrário, ele chora ajoelhado quando vê que seus filhos usam da liberdade para matar uns aos outros. Nesses dias ele nem desce para a janta.

Meu apetite é para desenvolver sensibilidade e então me lambuzar com tantas delicadezas. Meu Deus é tênue. Talentoso. Elegante. Cavalheiro. Não é escrachado. Na verdade acho que sua força, pensamento e atitude está mais para... uma Senhora. Que aconchega com um cachecol feito à mão e faz biscoitos num forno à lenha.

Essa riqueza de detalhes me conquistou. A beleza de toda essa minúcia. Meu Deus é frágil. E é isso que me dá força.

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Remédio para bolhas


Esse é o meu dedo depois de um dia de estudo ou de muito ensaio. Geralmente segunda feira. Desde meus 16 anos é assim. Nunca houve trégua. Muita gente vem e pergunta se não existe nada para proteger ou mesmo porque eu não mudo de instrumento. Não mudo porque me alimento do prazer que ele me dá. Troco eventos para ficar com ele. Já troquei pessoas. Já nos deitamos juntos.

O ultimo post foi difícil para mim, e me fez bem vomitar tudo aquilo. Mas o que eu não sabia, era o que ele acarretaria. O número de pessoas que me confortou com ligações imediatas. A quantidade inimaginável -para mim- de mensagens de “boa noite em Minorulandia”. O amor assustadoramente indefensável que eu recebi, me envergonhou. Me constrangeu ao ler alguns e-mails, mensagens, recados ou ouvir algumas palavras ao vivo e por telefone de pessoas que se preocupam. Eu sei o nome de cada uma delas. Muitas eu não conheço. Essas me permitam!

Amadurecendo todo esse material, no banho tive um estalo. “É, a vida é como tocar o meu baixo. O imensurável prazer de existir é muitas vezes adornado com algumas bolhas. Bolhas essas, que refletem não uma fraqueza. Mas o quanto eu estou tentando dar certo. As dificuldades de certas passagens melódicas ou rítmicas são como esses acontecimentos que por vezes batem em nossas portas e nos dão um tapa. Os limites mecânicos e estruturais do instrumento que eu escolhi (tal como o tamanho e o peso) são os meus defeitos de personalidade e fraquezas emocionais.”

Mas o que me rasgou o peito nesses dias de reclusão foi a música. Que entendi como sendo essas pessoas. Assim como a música, esses amigos –velhos e novíssimos- me arrancaram da cama, passearam comigo por toda a linha do tempo até me ninarem do outro lado do dia.

Deus sabe como hoje me sinto cuidado. Me sinto como alguém que cai no sono na sala e acorda coberto. Como alguém que chega e encontra um agrado no travesseiro. Como alguém que ganha um daqueles pirulitos com hélices. Nossa... como estou feliz. Deus abençoe a vida de todos os habitantes de Minorulandia. E estou aqui não apenas para chorar ou rir junto. Estou pondo à disposição não só meu tempo, minhas coisas, mas também embrulho nessa mesma caixa meus rins, córneas e tudo mais que possam precisar.

O amor de vocês gerou vida em mim e na minha casa.

Nossa... Meu coração canta a me atrapalhar o sono! Digo, toca. E toca baixo acústico.

Seja teu todo o meu tempo, para que sejam meus também os teus sonhos.

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