
Como morrem os elefantes

Eu, um mosaico e uma Quitanda
Existe um livro capaz de numa discussão, fundamentar a posição de pelo menos cinco sábios de opiniões diametralmente opostas. Chama-se Bíblia.

Como consequência temos inúmeras teologias resultantes. Todas bonitinhas! Com corinhos e versículos decorados por crianças desde cedo formatadas.
O interessante, é que assim como numa quitanda, cada um pega aquilo que mais lhe apetece. Pendemos a aceitar a vertente que menos nos incomoda. “Aparamos as arestas do evangelho até que se molde a nós” Paulo Brabo. Um dos critérios para a escolha é o nível de responsabilidade que esta ou aquela opção vai me exigir.
Existem leituras deste livro para aqueles que gostam de filmes de ação! Com superpoderes! Bolas de fogo! Guerras aqui e ali! Baixas inevitáveis de combate! Golpes!
Existe a leitura da Disney. Com bosques que brilham anoite! Histórias de monstros! Vilões e mocinho com tudo que Narnia possa mais oferecer –e eu adoro Narnia!-
Existe a leitura dos canalhas. Que em tudo o que de mal fazem, têm o respaldo de “serem fracos humanos, e por isso tentados pelo diabo”. Esses são os que entram no motel por “sujeira do Astuto”.-sim. Sitei a sua história seu safado sem-vergonha-.
Uma outra muito confortável é a dos preguiçosos. -Ah! Essa eu adoro as vezes haha!- Nessa, se você não passa num vestibular ou numa entrevista, jamais é por que não está no nível mínimo aceitável. Mas sempre porque Deus sabe o que faz! “Imagina, ela é uma menina de ouro! Claro que Deus que não quis! Isso poupa-nos de lidar com derrotas. Porém cria “adolescentes perpétuos” que por não saberem se reconstruir baseando-se no exemplo vivo de Jesus Cristo de Nazaré, entram em depressão.
A minha posição? Eu, por não ser dono da razão, nem prepotente a ponto de achar que vou para o céu e outros não, fico com o “abaixar das armas”. Fico com uma vida responsável pelos meus atos. Fico com a responsabilidade de tentar chegar o mais perto da vida que Deus sonhou que eu tivesse. Vendo Deus não como um ventríloquo, mas como uma mãe que espera seu filho de uma balada. Rezando para que ele esteja pondo em prática o que ela ensinou. Meu Deus torce por mim!
Quanto aos sábios, se tivessem a grandeza de se quebrantarem, com os cacos fariam o mosaico mais belo ja visto. Pois seria da face real de Javé.
Casa da vó
Ele é nipônico. Fala bem em público. Sabe muito sobre tudo. Estrelas, mapas, histórias, culturas, receitas e como converter medidas em geral em qualquer coisa. É São Paulino, e porque é assim eu também sou. Às quartas sempre assistimos de cueca aos jogos na sala de televisão. Só nós dois. Os dois Minorus. Tenho prazer em ser com ele, e sei que um dia vou sentir muita falta de hoje anoite.
Ele é diferenciado. Elegante. Teria muito gosto em comer sashimi comigo algum dia. E eu vou aprender a comer. Rápido. Gosto de muitas coisas nessa vida, mas nada me enche mais os olhos de lágrimas, do que o orgulho de saber que eu carrego em mim, Teu nome: Minoru.
Essa será minha homenagem: escrever uma história digna e com valores que gerem sempre mais vida. Dizer a verdade e não aceitar dinheiro sujo. Ser elegante e buscar sempre uma vida honrosa como todo leal Samurai Bushido.
Amém.
Falando em Sutilezas sem sutileza

Ontem eu fiz uma experiência. Apertei aquele botão no rádio que fica trocando as estações de sete em sete segundos. Nessa condição (à primeira vista ridícula e desconfortável) fiz o caminho de casa até a faculdade em aproximadamente uma hora e quinze minutos.
Ouvi de tudo. Fragmentos de notícias –com as quais me incomodava podendo apenas imaginar o final- , boas musicas –que judiavam de mim ao me tentar fazer parar com esse experimento enlouquecedor-, ruídos... Mas o que mais me chamou a atenção foi o nível de sutilezas que é oferecido e que muitos de nós estamos acostumados.
Tudo bem um refrão “Tô feliz da vida”, mas é que já existe quem diga “O chão brilhava e a casa ria”. Não tem problema ouvir “Quero me afogar num copo de cerveja”, mas é que já inventaram “Coração roda de engenho, feito o meu movido à magoa. Quanto mais mágoas eu tenho, gira mais a roda d’água”.
Muitas mulheres hoje em dia nem fazem mais tanta questão disso. Embora neguem até a morte. Testemunhei pelo menos três que se ouriçaram mais ao ouvir que são “gostosas” do que ouvindo “te foram generosos com os traços”.
Ser sutil não quer dizer ser “mole”, parado, bobo, velho. É apenas que ao invés de “vô atola!” prefere-se dizer como Edu Lobo: “abre teu coração, ou eu arrombo a janela”. Ou “Ele me comia. Com aqueles olhos de comer fotografia” em uma História de Lilly Brown! Isso é demais!
Coisas escrachadas carecem de elegância. É como um presente que já vem aberto. A magia está também no desembrulhar. Imaginar como é dentro. Cores e sabores. O cheiro e o gosto.
Bom, vai ver eu é que nasci em década errada. Mas é que não me encaixa conhecer alguém que já come de garfo, dirige, se limpa sozinho e acordam com despertador se satisfazer com “vamô pula!” ou “bota a mãozinha pra cima! Bate na palma da mão! Tcha! tcha! tcha!”. Ou mesmo mulheres que se apaixonam por serem chamadas de “fada querida”.
Afie seus sentidos. De peso ao falar pouco. Faça questão disso.
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